Mercado do carbono<br>não reduziu gases
O mercado europeu de carbono, criado no contexto do Protocolo de Quioto, não conseguiu, desde 2008, dar o seu contributo para a redução de gases com efeito de estufa, concluiu o investigador Carlos Freitas, que estudou o caso das eléctricas da Península Ibérica.
O estudo constata que as companhias de electricidade fizeram reflectir nos preços os custos do carbono, mesmo durante o período entre 2008 e 2012, quando recebiam as licenças gratuitamente, o que lhes proporcionou lucros extraordinários.
E se Portugal e Espanha alcançaram os objectivos de redução das emissões, referiu o investigador, dia 1, à agência Lusa, tal não se deveu ao mercado de carbono, mas a uma redução do consumo de energia, ao abrandamento da economia e ao aumento das renováveis.